um afeto
capaz de estender-se
aos abismos da alma
de acolher esse mergulharmos em nós
de moldarmo-nos fortes
aos dias órfãos
quanto nos caberá apenas recebe-lo
qual parte refazer
refasermo-nos?
quanto nos cabe
quanto em nós imprime
a colisão?
no largo tecido que somos
nos retalhos em que nos deixam
Agulha e linha nos atravessam
indiscriminadamente
E sentenciam sem pena
Não nos pertence nosso coração.
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