O pesar do poeta
Escrevo para que as palavras
e suas mensagens
me deixem em paz
escrevo
fito o escrito
reajo e julgo o filho parido:
fezes
é pouco
sempre é pouco
vazio. De novo,
nada
contemplo a obra
e sou tomado
de um irremediável
desapego
é preciso fazer mais
há sempre mais
e o importante sempre calado está.
a falta é sempre o mais importante
o mais importante sempre falta
no mais, sempre falta o importante
o mais importante sempre falta na fala
a fala sempre falha com o mais importante
o sempre importante falha na fala
a maior falha
é a falta que faz
algo que seja sempre
importante
o importante é que o sempre sempre falta
que a falha nunca fala a dor
e que o amor
nunca tem nome
...
escrevo para que fique claro,
tão evidente quanto um estomago vazio a roncar
ou como a má digestão do caos depois da embriaguez,
(....)
Que ainda há o que dizer
Sempre há o que dizer.
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